Continuo sendo o que gosto...sendo pequenas coisas ou não. Mas como estamos em constante transformação... o tempo me faz ser coisas novas, me faz retomar o gosto pelas antigas, gostar mais ou menos das coisas de sempre.
Sou leão, sou elemento fogo com todas aquelas características que lemos nos horóscopos. Sou humor rápido e ironia, sou a face da Colombina. Sou ingenuidade e melancolia, sou a alma do Pierrot. Sou Commedia Dellarte. Sou comédia, sou arte. Sou maquiagem, seja ela básica ou seja ela mágica. Sou textos reticentes, sou brincadeiras, sou palavras. Sou brincadeiras com palavras, sou criativa idade. Serei sempre letras, raramente números. Sou desenhos, rabiscos, sou lápis de cor.
Sou ficar no meu quarto sozinha, sou conhecer vários lugares do mundo acompanhada. Sou céus azuis sem nuvens e céus absolutamente estrelados. Sou aquela brisa gelada da serra, sou casacos e cachecóis. Sou dias ensolarados no inverno, chocolate quente, lareiras e abraços. Aliás, sou abraços em qualquer estação. Sou sentar ao lado, encostar a cabeça no ombro e não dizer nada, sou fazer carinhos repentinos, sou sorrir só pra preencher o momento. Sou muito olho no olho. Sou transparecer o que sinto, sou sentir demais. Sou acreditar muito. Não sou um conto de fadas, mas sou um tanto quanto fantasiosa. Sou todos que me lêem, que me recitam, que me cifram e que me decifram.
Je suis français à beça, Im english também, yo soy español, mas nem tanto assim. Hei de ser muitas outros idiomas. Sou a sutileza da comunicação em todas suas formas. Sou até mesmo linguagem de sinais, ainda que não entenda nada. Sou cores, sou flores. Sou tulipas, sou margaridas... mas se quiser me presentear, posso ser rosas também. Mas não as vermelhas...ah, essas não.
Sou música, seja pra dançar ou pra pensar. Na dúvida, sou sempre o som que arrepia, o que toca mais forte da alma e menos nos tímpanos. Sou sons, especialmente os naturais. Sou o som das praias, à noite ou durante o dia. Sou o som do vento leve nas árvores também.
Sou Theodoro, ou, o presente de Deus. Sou o que não tem início nem fim porque simplesmente sempre esteve ali, sempre existiu. Sou coração (reciclável), sou trevo (da sorte).
Sou 'sei lá', sou 'enfim'...
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