quarta-feira, 11 de junho de 2008

Carta ao CEP 03307-000


"..."


Não agradeço pelos abraços de 'todos os dias', e sim pelo primeiro. De certo tão acolhedor quanto os atuais, mas onde inconscientemente reconhecemos nossas essências por trás de nossas máscaras (in)felizes e (in)completas;


Não agradeço por segurar minha mão sem que eu nem precise estendê-la, mas sim por ter me transmitido tamanha segurança que, em um momento de fragilidade, tornou-se meu único refúgio sem que eu sequer entendesse a razão para tal;


Não agradeço pelas tantas palavras lindas que me são ditas, recitadas, cantadas e coloridas a qualquer instante quebrando a monocromática rotina, mas sim pelos tantos momentos de silêncio, onde todas as verdades, as mais puras verdades, vêm à tona traduzidas em olhares de tons variáveis que preenchem áreas d´alma jamais antes preenchidas.


Não agradeço pelas horas divertidas, pelas músicas dançadas, pelas piadas contadas, tampouco pelas risadas compartilhadas, mas sim por me conduzir a memórias em câmera lenta de situações que ainda não vivi. Talvez esses sejam os sonhos se esforçando para tomar formas mais concretas na ânsia de se tornarem realidade.


Não agradeço por estar presente, e sim por ser presente, por ter se tornado um presente, uma dádiva constante em meio a tanta efemeridade dos dias atuais.


Não agradeço pelo dia de hoje, mas sim pelos amanhãs e pelas manhãs de sempre em diante.


OBRIGADA!