quinta-feira, 8 de novembro de 2007

s.f. do Latim, anxietate


"..."

Os olhos recorrem ao relógio repetidamente, em uma velocidade capaz de transformar segundos em dias; as mãos suam e mal podem concentrar-se em segurar uma a outra; os dedos que tamborilam em um ritmo acelerado e descompassado, ironicamente sincronizados com sua inquietação de espírito. O-tempo-não-passa. O telefone que ainda não tocou, a carta que ainda não chegou, a pessoa que ainda não atendeu. Desejo veemente que algo aconteça.
Com toda (im)paciência que o guia nos últimos dias (ou últimas vidas), isola-se do mundo lá fora (que parece movimentar-se em câmera lenta), e põe-se absorto em pensamentos... ah! pensamentos... tantos pensamentos... E por um breve instante se esquece da pressa que lhe angustia o peito e sorri. Um sorriso leve, que acalma não só o seu, mas todos corações ao seu redor. Uma brisa boa lhe toma o rosto ao mesmo tempo que o cora. Essas coisas que só acontecem quando deixa-se levar por algo que não são as horas...

Um comentário:

Mariah Portella disse...

"Essas coisas que só acontecem quando deixa-se levar por algo que não são as horas..."

:)

Ai ai.. se eu disser que adorei vai ser muito repetitivo??

:p